Boas-vindas ao Sonzeira

Do dicionário informal: #sonzeira significa música boa, som bom, musicão, musicasso, som incrível, uma porrada sonora!

Desde sempre o Brasil teve grandes DJs e produtores de dance music, e alguns foram responsáveis por lançar muita #sonzeira brazuca para as pistas de dança, várias delas exportadas e reconhecidas mundo afora.

Porém, no passado, eram poucos que conseguiam dar o pontapé inicial e conseguir ter reconhecimento com o seu material autoral, numa época onde apenas os gringos eram valorizados na nossa terra… DJ brazuca (infelizmente) nunca era headliner nos eventos dentro do Brasil.

Resumindo: antigamente para um club ou evento bombar (de verdade) era necessário recorrer aos grandes artistas internacionais.

Só que aí vieram as mudanças: por volta de 2013 rolou a alta do dólar, que prejudicou o mercado, os clubs e as festas na hora de “importar” o talento gringo, e em paralelo novos talentos do Brasil começaram a aparecer, lançando uma #sonzeira atrás da outra e misturando as raízes da música eletrônica mundial com o groove característico brasileiro, aumentando interesse dos DJs e do público antenado para o talento nacional.

A partir daí as coisas começaram a mudar rapidamente: DJs brasileiros começaram a figurar no ranking do Top 100 DJs da DJ Mag, clubs entraram também para o Top 100 Clubs da DJ Mag e o Green Valley se tornou o número 1. DJs da cena underground estabeleceram suas carreiras fora do país, e os cursos e escolas de produção musical se consolidaram para atender a enorme demanda por especialização no assunto.

Com o passar do tempo Alok e Vintage Culture se tornaram os dois principais nomes do Brasil, alcançando o status de ídolos e arrastando multidões de fãs para as suas apresentações, ou melhor, para os seus shows… quem diria que apresentação de DJ brasileiro um seria chamado de “show”, hein?

Foi criado o movimento do Deep House brazuca, do Brazilian Bass. Depois veio o Low Bass, a “sonoridade Kungs”, os remixes de clássicos da MPB, psy trance reinventado e bombando de novo (agora chama-se “prog”). As festas eletrônicas também se adaptaram à nossa cultura: o que era conhecido por “night” e “balada” virou também “day party” e “sunset”, assim como a explosão dos festivais em território nacional.

Tudo isso fez mudar o line-up das festas e também os set lists dos DJs brasileiros: hoje em dia vemos festivais onde os headliners são os brasileiros e onde os gringos deixaram de ser os únicos protagonistas. Muita #sonzeira criada aqui virou hit, algumas até maiores que os sucessos internacionais, sendo as mais tocadas nas pistas e nas playlists do público brasileiro apaixonado por música eletrônica.

E assim chega o #Sonzeira: um espaço dedicado à música eletrônica brazuca, que tem como missão principal pesquisar e divulgar tudo de bom que é lançado por artistas de música eletrônica do Brasil, e também ajudar a revelar (e mostrar pro mundo) a música dos inúmeros DJs e produtores musicais de talento que ainda estejam no anonimato.

Então, você que é DJ e precisa saber o que há de melhor sendo lançado, e você que é um fã de música eletrônica e que sentia falta de um espaço para se atualizar, se liga, porque vem muita #sonzeira por aí!